Em 2001, eu era muito novo para entender direito a magnitude do que estava acontecendo naquele dia 11 de Setembro. Tenho ainda a lembrança de ver as torres do World Trade Center em chamas, em um jornal, na hora do almoço, depois da escola. E lembro que meus pais começaram a ver mais jornais que de costume nas semanas seguintes. As imagens do WTC que abalaram o mundo me marcaram também, porque foi a primeira vez que eu vi como anda a humanidade.
Na época, em minha mente infantil, comecei a relacionar Osama Bin Ladden e Saddam Hussein ao próprio mal, os via como verdadeiros monstros. Depois eu conheci a realidade: ninguém faz nada por absoluta maldade. E, de certo modo, os EUA plantaram a semente que germinou como uma planta carnívora, e se virou contra seu criador.
Todo mundo sabe que quem treinou Osama Bin Ladden foram os próprios sobrinhos do velho Sam. E não é segredo pra ninguém que os estadunidenses também apoiaram por um bom tempo o ditador Saddam Hussein, em nome da liberdade.
Apoiar ditadores em nome da liberdade?
Os EUA são mestres nisso. A CIA treinou ditadores e aplicou golpes de estado violentos, inclusive no Brasil. Um desses golpes, porém, merece destaque hoje: o do Chile.
Salvador Allende, presidente eleito democraticamente, e que estava levando o Chile à condição de potência social, melhorando muito a qualidade de vida de sua população, foi chamado de comunista, de inimigo da liberdade. Por melhorar a vida de seu povo!!!
Então, num 11 de Setembro, "em nome da democracia", instauraram uma ditadura, mataram mais de 50 mil pessoas. Num 11 de Setembro, fizeram um país inteiro viver um dos piores dias de sua história. Num 11 de Setembro, mataram milhares de inocentes. Num 11 de Setembro, em nome de seus interesses, ceifaram vidas humanas e impediram que famílias inteiras saíssem da pobreza. Sangue latino-americano, como o nosso.
E quem se lembra dos chilenos nesse 11 de Setembro?
Claro que ninguém entre as 3.000 pessoas que morreram no W.T.C. pode ser responsabilizado por isso. Claro que eu não desejaria que um atentado desses ocorresse. Mas os verdadeiros culpados por isso não são de outro país.
Que a verdadeira democracia e a verdadeira liberdade sejam mais respeitadas no futuro. Ainda mais por quem se auto-declara "defensor" delas.
domingo, 11 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
Auto-estima brasileira
Ao longo do tempo, tivemos por várias vezes a oportunidade de ver, em algum programa de televisão, estrangeiros elogiando as belezas naturais e a receptividade do povo brasileiro. Somos apontados, internacionalmente, como uma das grandes potências do futuro, com um crescimento espetacular nesse começo do século XXI, inclusive na área social. Apesar de todos esses fatores, é comum escutarmos brasileiros dizendo que o nosso país não tem futuro, que não tem chance de ir para a frente.
Eu até entendo. É como se reclamássemos para esconder a verdade: amamos esse país. E é tão humilhante esse sentimento não correspondido, não é?
Pelo momento, porém, é hora de mais uma vez acreditarmos nessa nação sem futuro. E me arrisco até a dizer quais são os maiores desafios desse Brasil emergente, importante:
1- Diminuir a corrupção, causa maior dos problemas brasileiros; e para isso, somos importantes. Historicamente, o povo brasileiro não está acostumado a fazer parte da política, mas precisamos, urgentemente, sair dessa inércia. Reclamar, protestar, entender o que está acontecendo, como fazem no Chile, Argentina, Uruguai, e nos outros países latinos.
2- Organizar o sistema público; é simplesmente inaceitável que não funcione. Já faz tempo que somos o povo que mais paga impostos, que deveriam ser revertidos para o sistema público, e não para as casas em Búzios e Angra dos Reis.
3- Diminuir a violência; mais um problema causado pela corrupção, dos poderosos que controlam o tráfico de drogas e as outras formas de crime organizado.
Corrupção, corrupção, corrupção. É isso que acaba com minha auto-estima.
Eu até entendo. É como se reclamássemos para esconder a verdade: amamos esse país. E é tão humilhante esse sentimento não correspondido, não é?
Pelo momento, porém, é hora de mais uma vez acreditarmos nessa nação sem futuro. E me arrisco até a dizer quais são os maiores desafios desse Brasil emergente, importante:
1- Diminuir a corrupção, causa maior dos problemas brasileiros; e para isso, somos importantes. Historicamente, o povo brasileiro não está acostumado a fazer parte da política, mas precisamos, urgentemente, sair dessa inércia. Reclamar, protestar, entender o que está acontecendo, como fazem no Chile, Argentina, Uruguai, e nos outros países latinos.
2- Organizar o sistema público; é simplesmente inaceitável que não funcione. Já faz tempo que somos o povo que mais paga impostos, que deveriam ser revertidos para o sistema público, e não para as casas em Búzios e Angra dos Reis.
3- Diminuir a violência; mais um problema causado pela corrupção, dos poderosos que controlam o tráfico de drogas e as outras formas de crime organizado.
Corrupção, corrupção, corrupção. É isso que acaba com minha auto-estima.
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