Recentemente, várias figuras importantes de cargos de confiança do governo Dilma têm caído ou se demitido por denúncias de corrupção. Seja faxina, como afirmam alguns, ou desmoronamento, como dizem outros, o fato é que mais uma vez (grande surpresa) o roubo dos cofres públicos é pauta na imprensa. Por incrível que pareça, a nota do Brasil no IPC, índice que avalia o nível de corrupção, tem melhorado, embora ainda seja muito baixa: 3,7.
3,7?
Ok, muito baixa não. Extremamente baixa. A Itália de Sílvio Berlusconi, que foi o berço da máfia e até hoje enfrenta escândalos diários, ainda assim, tem uma nota um pouco melhor que a nossa: 3,9. Ruanda, berço daquele genocídio que espantou o mundo a menos de 20 anos, supera os dois países, com nota 4. Países com população extremamente pobre e com IDH muito inferior ao nosso, como Gana, Tunísia (que vivia uma ditadura até o começo do ano), Namíbia e Jordânia, tem avaliações muito melhores que a nossa.
Por quê?
Eu quero acreditar que ainda existem políticos bem intecionados no Brasil, mas a diferença do nosso 3,7 para o 9,3 de Dinamarca, Nova Zelândia e Singapura me deixam em situação complicada. Não podemos culpar o povo por achar que todo político é ladrão, não é?
O interessante é observar o círculo vicioso que se forma: os escândalos estouram, a população fica cada vez menos crente em mudanças, e deixa a corrupção "rolar solta", o que aumenta a sensação de impotência. Não podemos esperar que os políticos façam as mudanças. Quem é que quer mudar quando está bem? Nós, prejudicados, é que temos que intervir. Os países de onde mais vemos notícias de protestos contra a corrupção, como Chile, Inglaterra e França, têm nota muito maior que a nossa, 7 ou mais.
Não podemos esperar que os bandidos acabem com a bandidagem.
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Do Jasmim ao sistema público brasileiro
Hoje, dia 22 de agosto, é um dia histórico para a Líbia. O ditador Gaddafi, que já não é reconhecido como líder do país por várias nações, parece estar, finalmente, nas últimas horas de seu governo, podendo ser preso ou morto nos próximos momentos.
Isso tudo me traz à mente as fotos e vídeos da passeata da Praça da Sé, em 1984, que marcou o fim da ditadura militar no Brasil. Guardadas as devidas proporções, gostaria de fazer algumas comparações entre o povo árabe e o nosso.
Assim como os brasileiros, os árabes se acostumaram a não esperar muito de seus governantes. O interessante é que eles nunca tiveram oportunidade de eleger seus líderes, e nós já alcançamos a democracia a algum tempo. Digo, dá pra entender que um povo não reclame do seu presidente quando este é um ditador, afinal, quem é que vai querer dar murro em ponta de faca?
Mas e nós?
Vivemos numa democracia. Pagamos mais impostos que qualquer outro país. Temos mais acesso a informações sobre nosso governo que qualquer nação árabe. Então porque aceitamos a miséria e a corrupção enquanto eles derrubam ditadores?
Não encontro resposta. Sinceramente.
Isso tudo me traz à mente as fotos e vídeos da passeata da Praça da Sé, em 1984, que marcou o fim da ditadura militar no Brasil. Guardadas as devidas proporções, gostaria de fazer algumas comparações entre o povo árabe e o nosso.
Assim como os brasileiros, os árabes se acostumaram a não esperar muito de seus governantes. O interessante é que eles nunca tiveram oportunidade de eleger seus líderes, e nós já alcançamos a democracia a algum tempo. Digo, dá pra entender que um povo não reclame do seu presidente quando este é um ditador, afinal, quem é que vai querer dar murro em ponta de faca?
Mas e nós?
Vivemos numa democracia. Pagamos mais impostos que qualquer outro país. Temos mais acesso a informações sobre nosso governo que qualquer nação árabe. Então porque aceitamos a miséria e a corrupção enquanto eles derrubam ditadores?
Não encontro resposta. Sinceramente.
sábado, 20 de agosto de 2011
Intenção e besteira
Alô, meus amigos.
Sinceramente, acho que a postagem mais difícil para mim vai ser essa, a primeira. Pela falta de experiência e por um fator ainda pior: sou péssimo para falar de mim mesmo.
Como não criei o blog para falar sobre a minha vida, é meio complicado começar tendo que me apresentar. Resumidamente, sou somente um jovem, inteligente para alguns, sonhador para outros, e apenas idiota para os que não concordam com meus pensamentos.
O "Ideias Primárias" é onde eu pretendo misturar tudo o que mais me agrada, ou seja, música, livros, filmes, humor e espaço para falar o que bem entender. Se sou politizado e inteligente, ou se sou apenas mais um jovem sonhador, fica a cargo de vocês descobrir. Eu, particularmente, não sei.
Até mais.
Sinceramente, acho que a postagem mais difícil para mim vai ser essa, a primeira. Pela falta de experiência e por um fator ainda pior: sou péssimo para falar de mim mesmo.
Como não criei o blog para falar sobre a minha vida, é meio complicado começar tendo que me apresentar. Resumidamente, sou somente um jovem, inteligente para alguns, sonhador para outros, e apenas idiota para os que não concordam com meus pensamentos.
O "Ideias Primárias" é onde eu pretendo misturar tudo o que mais me agrada, ou seja, música, livros, filmes, humor e espaço para falar o que bem entender. Se sou politizado e inteligente, ou se sou apenas mais um jovem sonhador, fica a cargo de vocês descobrir. Eu, particularmente, não sei.
Até mais.
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