segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Do Jasmim ao sistema público brasileiro

Hoje, dia 22 de agosto, é um dia histórico para a Líbia. O ditador Gaddafi, que já não é reconhecido como líder do país por várias nações, parece estar, finalmente, nas últimas horas de seu governo, podendo ser preso ou morto nos próximos momentos.

Isso tudo me traz à mente as fotos e vídeos da passeata da Praça da Sé, em 1984, que marcou o fim da ditadura militar no Brasil. Guardadas as devidas proporções, gostaria de fazer algumas comparações entre o povo árabe e o nosso.

Assim como os brasileiros, os árabes se acostumaram a não esperar muito de seus governantes. O interessante é que eles nunca tiveram oportunidade de eleger seus líderes, e nós já alcançamos a democracia a algum tempo. Digo, dá pra entender que um povo não reclame do seu presidente quando este é um ditador, afinal, quem é que vai querer dar murro em ponta de faca?

Mas e nós?

Vivemos numa democracia. Pagamos mais impostos que qualquer outro país. Temos mais acesso a informações sobre nosso governo que qualquer nação árabe. Então porque aceitamos a miséria e a corrupção enquanto eles derrubam ditadores?

Não encontro resposta. Sinceramente.

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